Num.Ref.
28141
Nº inventário
005.230
Coleção
Objeto
Piano de Cauda
Classe
Descrição
Piano de cauda em madeira envernizada com estante de apoio para partitura dividida em três módulos em madeira vazada com motivos fitomorfos e geométricos. Teclado com 88 teclas em marfim preto e branco. Pés cônicos em forma de lira com nervuras. Pedais em metal. Na caixa harmônica, sob as cordas, a inscrição "PAR BRENE DE JOUVITRON/SEB & P. REERAND/138, 21 DE AVRIL/PARIS".
Dimensões
1,80 x 1,50 x 1,0 m
Marcas
Na caixa harmônica, sob as cordas, a inscrição "PAR BRENE DE JOUVITRON/SEB & P. REERAND/138, 21 DE AVRIL/PARIS".
Interior da tampa do teclado: "ERARD".
Na parte de dentro do instrumento, próximo à dobradiça da tampa o nº de série 97387.
Autores/Fabricantes
Referenciados
Data
00/00/18**
País de origem
Locais Referenciados
Procedência
Procedência - Caminho percorrido pela peça
Museu da República (Rio de Janeiro)
Palácio do Catete, RJ
Presidência da República
Aquisição
Transferência
Livro de Registro
Modo de aquisição
Números antigos
3.506
Guarda atual
Localização
Estado de Conservação
Exposições
Observações 2
1. Conservação: Sem banqueta. Parte central do suporte de música está solta. Duas teclas soltas e uma quebrada na borda.
2. Procedência: O AQ 31.12.19 faz referência a um piano de cauda que pertenceu à princesa Isabel. Porém não dá detalhes do mesmo.
3. Em 2015 o pianista e pesquisador Alexandre Dias examinou o piano e localizou o nº de série dele 97387 em um local escondido na parte de dentro do instrumento, próximo à dobradiça da tampa. Ele entrou em contato com o crítico francês Alain Lompech, conseguindo descobrir que a fabricação deste piano de cordas cruzadas foi concluída no dia 17 de janeiro de 1910, e logo depois foi comprado no dia 28 de janeiro pela casa Sampaio, Araújo & Cia., do Rio de Janeiro. Ao lado, a observação surpreendente: "Prix exceptionnel pour les concerts d'Arthur Napoleao" (vendido a um preço excepcional para os concertos de Arthur Napoleão).
Este pesquisador também nos passou as informações que Arthur Napoleão chegou a tocar no Palácio do Catete em 1914, dividindo um recital com a Nair de Teffé e outros 3 músicos, conforme abaixo:
"No dia 26 de outubro de 1914 (a cerca de 3 semanas da troca presidencial), foi realizado um sarau muito interessante no Palácio do Catete. Participaram como músicos: D. Nair de Teffé (então primeira dama da República, esposa de Hermes da Fonseca, tocando piano, bandolim, violão solo, e canto e violão), Ernani de Figueiredo (violão), Leopoldo Duque Estrada (piano), Mme. Nisia Silva (canto), e Arthur Napleão (piano). É famoso o fato de que Nair de Teffé (foto abaixo) tocou o Corta-jaca de Chiquinha Gonzaga ao violão nesta ocasião, o que provocou a revolta de Ruy Barbosa. Porém o que quase nunca é dito é que, no mesmo recital, ela também se apresentou ao piano, tocando uma Rapsódia de Liszt, além de outras peças, e o próprio Arthur Napoleão participou tocando uma (ou duas) de suas peças!. O programa completo da soirée foi publicado no jornal A Rua, do dia 6 de novembro, e transcrito por Edinha Diniz em seu livro "Chiqunha Gonzaga - uma história de vida" (IMS, 2009, p.295, nota no.8):
1) Autor desconhecido - Chant d'oiseau (Ernani de Figueiredo, violão)
2) Louis Moreau Gottschalk - Grande fantasia triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro (Leopoldo Duque Estrada, piano)
3) Arthur Napoleão e Louise de Charpentier - Romance (Nisia Silva, canto, e provavelmente acompanhamento ao piano de Arthur Napoleão)
4) Autor desconhecido - Chant du gondolier (Nair de Teffé, bandolim; e Ernani de Figueiredo, violão)
5) Autor desconhecido - La cinquantaine (Nair de Teffé, bandolim; e Ernani de Figueiredo, violão)
6) Arthur Napoleão - Étincelles (Arthur Napoleão, piano)
7) Autor desconhecido - Vidalitas (Nair de Teffé, canto e violão)
8) Chiquinha Gonzaga - Corta-jaca (Nair de Teffé, violão solo)
9) Franz Liszt - Rapsódia (número não identificado) (Nair de Teffé, piano)
10) BIS. Blackboulé au conservatoire (Nair de Teffé, piano talvez)
11) BIS. Le chapeau de théâtre (Nair de Teffé, piano talvez)"
4. Na matéria publicada no Jornal do Commércio de 20/02/1897 descreve-se em detalhes como era o Palácio do Catete na sua inauguração como sede da Presidência da República, constando que havia um piano da marca Steinway & Sons que ficava no Salão Amarelo. Em outro inventário do Palácio do Catete de bens da Presidência realizado em 1927 menciona-se um piano da mesma marca. A partir disso deduz-se que no período abrangido de 1897 a 1927 o piano do Palácio do Catete era o Steinway & Sons. Nos inventários de 1927 de outros Palácios de Governo como o Guanabara e o Rio Negro não constavam pianos da marca Erard. Relata-se que esse piano veio da Presidência da República, porém nos documentos de transferência dos bens da Presidência para o Museu Histórico Nacional em 1960 quando o Museu da República foi criado não há referência a nenhum piano. E essa peça não possui documento de aquisição.
Imagens/Sons - Num. Registro
Técnico
Data Técnica
24 de maio de 2000
Digitador
Data da Digitação
30 de novembro de 2017
Assuntos (Pessoas Físicas/ Entidades Coletivas)
Assuntos Termos
Possui imagem?
Sim

