Num.Ref.
44804
Nº inventário
009.747
Coleção
Objeto
Concha
Descrição
Concha com parte interna dourada e externa prateada. Cabo prateado contornado na frente com filete em relevo, tendo a extremidade com lateral recortada em ondulações e a letra "B" ao centro. Parte de trás do cabo lisa.
Dimensões
11,0 x 35,0 cm
Marcas
Na parte de trás do cabo, marca composta por uma prensa, n° 800, lua crescente e coroa.
Histórico 2
Durante a Segunda Guerra Mundial, pelo Decreto-Lei n° 4.166 de 11 de Março de 1942 foi estabelecido que os bens pertencentes aos imigrantes de origem alemã, italiana e japonesa residentes no país, chamados na época de Súditos do Eixo, seriam confiscados pelo então governo de Getúlio Vargas como garantia de indenização pelos prejuízos causados ao Estado e ao povo brasileiro pelos atos de agressão provocados por essas nações. Após o fim do conflito, a legislação garantiu a devolução desses bens aos seus proprietários. Nesse contexto, a peça em questão fazia parte de um conjunto de bens que se encontrava no Banco Alemão Transatlântico e durante a guerra foi apreendida pelo governo, ficando em depósito no Banco do Brasil por décadas, não sendo resgatada pelos seus donos, a peça acabou sendo incorporada ao patrimônio da União e encaminhada para o museu. Alfred Lindinger, casado com Erna Lindinger, era possivelmente austríaco e há referências de sua presença no Brasil em matérias de vários jornais desde 1932. Eles circulavam nas altas rodas da sociedades carioca. Era sócio da Fábrica de Tintas Ghünter Wagner (atual Pelikan), de origem alemã, sediada no Rio de Janeiro. Participava com sua esposa de campeonatos de hipismo, sendo ainda sócio da Sociedade Hípica Brasileira. Teve em 1933 um filho no Brasil, Axel Erwin Alfred Lindinger. A matéria do jornal O Radical (RJ) de 16/04/1942, cita que Lindinger era Capitão de Mar e Guerra da Marinha alemã, sendo acusado de espionagem e participação na Seção WI do Bureau Raven-Immer que articulava com a Gestapo os trabalhos de espionagem e propaganda nazista aqui no Brasil e na América Latina. Há menções que em 1942 ele estaria em Hannover na Alemanha, não mais voltando ao país. Durante a Segunda Guerra Mundial, além de ter seus bens confiscados pelo governo brasileiro, pelo Decreto-Lei N° 13.560, de 1° de outubro de 1943, foi determinada a liquidação da sociedade na Fábrica.
Materiais/Técnicas
Autores/Fabricantes
Locais
Alemanha > Bremen > Hemelingen
País de origem
Procedência
Procedência - Caminho percorrido pela peça
Museu da República
|Banco do Brasil
|Banco Alemão Transatlântico
|LINDINGER, Erna
|LINDINGER, Alfred
Aquisição
Restituição de Bens Custeados
Modo de aquisição
Documento de Aquisição - AQ
AQ.: 17.09.27
Guarda atual
Localização
Estado de Conservação
Observações 2
1 - O padrão de decoração segundo site da marca é o chippendale. 2 - Pertence ao conjunto de peças do n° 009.534 ao 009.747.
Técnico
Data Técnica
11 de dezembro de 2018
Digitador
Data da Digitação
13 de maio de 2022
