Num.Ref.
44581
Nº inventário
009.540
Coleção
Objeto
Relógio de bolso
Descrição
Relógio de bolso de ouro circular tipo caçador, encimado por argola com pino de corda ao centro. Caixa decorada com motivos fitomórficos, tendo na tampa, ao centro, escudo liso, e internamente o nº 683 gravado, mostrador branco com números arábicos em preto, tendo na orla marcador separado de horas e minutos. Ponteiros dourados em forma de volutas, terminando em pontas retas. Na parte inferior central pequeno marcador circular de segundos, com ponteiro reto dourado.
Dimensões
Diâmetro: 4,7 cm
Altura total: 7,0 cm
Histórico 2
Durante a Segunda Guerra Mundial, pelo Decreto-Lei nº 4.166 de 11 de Março de 1942 foi estabelecido que os bens pertencentes aos imigrantes de origem alemã, italiana e japonesa residentes no país, chamados na época de Súditos do Eixo, seriam confiscados pelo então governo de Getúlio Vargas como garantia de indenização pelos prejuízos causados ao Estado e ao povo brasileiro pelos atos de agressão provocados por essas nações. Após o fim do conflito, a legislação garantiu a devolução desses bens aos seus proprietários. Nesse contexto, a peça em questão fazia parte de um conjunto de bens que se encontrava no Banco Alemão Transatlântico e durante a guerra foi apreendida pelo governo, ficando em depósito no Banco do Brasil por décadas, não sendo resgatada pelos seus donos. Por esse motivo, após a finalização de processo, a peça acabou sendo incorporada ao patrimônio da União e encaminhada para o museu. Alfred Lindinger, casado com Erna Lindinger, era possivelmente austríaco e há referências de sua presença no Brasil em matérias de vários jornais desde 1932. Eles circulavam nas altas rodas da sociedade carioca. Era sócio da Fábrica de Tintas Ghünter Wagner (atual Pelikan), de origem alemã, sediada no Rio de Janeiro. Participava com sua esposa de campeonatos de hipismo, sendo ainda sócio da Sociedade Hípica Brasileira. Teve em 1933 um filho no Brasil, Axel Erwin Alfred Lindinger. A matéria do jornal O Radical (RJ) de 16/04/1942, cita que Lindinger era Capitão de Mar e Guerra da Marinha alemã, sendo acusado de espionagem e participação na Seção WI do Bureau Raven-Immer que articulava com a Gestapo os trabalhos de espionagem e propaganda nazista aqui no Brasil e na América Latina. Há menções que em 1942 ele estaria em Hannover na Alemanha, não mais voltando ao país. Durante a Segunda Guerra Mundial, além de ter seus bens confiscados pelo governo brasileiro, pelo Decreto Nº 13.560, de 1º de outubro de 1943, foi determinada a liquidação da sociedade na Fábrica.
Materiais/Técnicas
Autores/Fabricantes
Referenciados
Data
Sem data
País de origem
Locais Referenciados
Procedência
Procedência - Caminho percorrido pela peça
Museu da República, RJ
Banco do Brasil S.A.
Banco Alemão Transatlântico
LINDINGER, Erna
LINDINGER, Alfred
Aquisição
Restituição de Bens Custodiados
Modo de aquisição
Documento de Aquisição - AQ
AQ.: 17.09.27
Números antigos
Sem número antigo
Guarda atual
Localização
Estado de Conservação
Observações 2
1- Acompanha estojo retangular de couro marrom, tendo ao centro escudo liso dourado entre duas faixas diagonais em baixo relevo em preto e dourado. No verso revestimento preto decorado com losangos, com o nº 19 na parte superior esquerda. Parte interna em tecido azul, tendo na tampa em dourado a marca do fabricante composta pelo brasão do Imperador Francisco José I e abaixo a inscrição: "CARL SUCHY & SÖHNE / WIEN".
2- A peça chegou com vidro de proteção do mostrador quebrado.
3- Pertecne ao conjunto de peças do nº 009.534 ao 009.747
Data Técnica
11 de dezembro de 2018
Digitador
Data da Digitação
22 de abril de 2019
Assuntos (Pessoas Físicas/ Entidades Coletivas)
Assuntos Termos
Possui imagem?
Não
